terça-feira, 20 de abril de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Da Série: Louco não, sou triathleta!! Sesc
O treino vai acontecendo conforme o previsto, os 10 primeiros km faço na média de 30 km/h e a partir de então começa a parte de maior esforço do treino. Os 20 km são completados com o tempo de 32 min. e 42 seg., o que dá uma velocidade média de 36,70 Km/h, melhor do que eu previa. Nesta etapa já estou em Rio do Sul, cidade que fica a exatos 27 km de distância da casa dos meus pais em Ituporanga e começo a retornar já no ritmo mais confortável. Quando faltam aproximadamente uns 15 km para chegar ao meu destino, estou passando pela pequena cidade de Aurora quando escuto o som característico de um furo no pneu dianteiro e o ar se esvaindo. Eu, no auge do meu amadorismo, estou a 15 km de casa, sem câmara reserva, sem bomba e sem celular. A única solução que me vem a cabeça é pedir para algum morador de Aurora o telefone emprestado, ligar para minha casa e esperar o resgate. Saio da bicicleta e começo a empurrá-la no asfalto até chegar a primeira casa e a primeira chance de resgate. Neste ínterim, avisto um ciclista com uniforme verde fosforescente vindo em minha direção. Ele chega até mim e eu conto da minha situação desastrosa. O nome do ciclista é Alan Grimm, mora em Rio do Sul e faz parte da equipe de Brusque de ciclismo. Com estas credenciais não preciso nem dizer que ele tem câmara reserva e bomba de ar, não é mesmo? Com a hospitalidade e simplicidade típica do povo do interior de Santa Catarina, Alan troca o meu pneu e permiti que eu siga para casa do jeito que eu preteria... pedalando. Como morava em Rio do Sul, o treino de Alan é o oposto do meu, ele iria até Ituporanga e voltaria para Rio do Sul, desta forma, além de resolver meu problema de pneu furado ainda tive um companheiro de pedal até chegar em casa.
Com certeza tirei alguns ensinamentos deste treino e também pude perceber valores universais que o esporte consegue tangibilizar de uma forma única e natural. Os ensinamentos são meio óbvios: Pedal solitário na estrada combina com câmara reserva e bomba de ar. Celular, dinheiro, capacete, roupa adequada e bebida isotônica completam a lista básica. Em relação aos valores, cito solidariedade para ajudar o próximo, seja quem for. Parece simples, mas quando olhamos em nossa volta, no dia-a-dia, no trânsito, no trabalho, na nossa própria casa, parece que falta um pouco disso. As vezes o individualismo, a despreocupação com o próximo e relações fria e longínquas são infelizmente mais encontradas. Não tenho dúvida que nossa sociedade seria muito mais progressista e harmônica se nos preocupássemos mais em ajudar o todo, fazendo ações simples, mas que quando feitas em massa conseguem transformar o cenário. Nada melhor que o esporte para fazer você aprender, refletir e colocar isto em prática...
Postado por Equipe WooM às 20:48 0 comentários
Marcadores: Louco não sou Triatleta
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Sr Adir Buschmann - Seu Dico deixa as Gêmeas
Há 78 anos, nascia na cidade de Rio Negro, no Paraná, e criado no interior de Porto União, onde hoje é a cidade de Irineópolis, Adir Buschmann, o “Seu Dico”. O segundo filho de cinco irmãos, é formado em contabilidade e reservista do exército. Antes de voltar para Porto União, morou entre outras cidades, como Joinville, Curitiba, São Paulo, Florianópolis. Além de breves passagens por outras cidades de Santa Catarina, São Paulo e do Paraná.
Quando deixou a carreira militar, seguiu a profissão de contador dividida com a profissão de jogador de futebol. Ele jogou profissionalmente na cidade de Joinville, na extinta América. Uma lesão em seu joelho direito fez o atleta voltar para o escritório, mas não fez Seu Dico deixar o esporte. Foi nesse momento em que começou a nascer o triatleta. Sem poder jogar, ele começou a treinar ciclismo. “Era triatleta e não sabia, enquanto os outros jogadores no final do jogo estavam cansados, eu estava com todo o pique”, lembra.
Trabalhou primeiro na empresa de seu pai e depois em várias empresas, fixando-se em Porto União para trabalhar em uma firma de peças, a JoBrasil. Cerca de dez anos depois, comprou a parte de peças de bicicletas da empresa onde trabalhava, e com o nome Unisul abriu seu próprio negócio, que por 40 anos comandou até o final do ano de 2007.
Somente na década de 90, ele se tornou conhecido nacionalmente, quando começou a participar de várias provas de triatlhon pelo País e fora dele. Graças a um conselho de um amigo, que disse “aprenda a nadar bem e comece a participar de triatlhon”. Foi aí, aos 60 anos, que começou a pensar em fazer esse esporte.
Sua primeira participação no triatlhon foi a uma competição do Sesc, em Curitiba, em 1992, na qual conseguiu o terceiro lugar em sua categoria, com 60 anos de idade. Com um ritmo de treino de seis horas diárias, Seu Dico começa a participar de triatlhon pelo País afora, até que em 2001, conseguiu se classificar para participar da maior prova de triatlhon do mundo, realizada no Havaí, onde nasceu essa prova de resistência. “Consegui uma parte apenas do dinheiro necessário para viajar, a maior parte foi minha irmã e parentes que arrumaram. A passagem paguei a prestação”, lembra Seu Dico, que ficou dois anos pagando as contas dessa viagem.
Dessa viagem, ele recorda emoções e muitas histórias. Uma circular mal traduzida quase deixou Seu Dico de fora de sua primeira prova internacional. A roupa de borracha usada para a natação em mar aberto deveria ser com manga. “Por ser uma roupa muito cara, eu tinha apenas uma de manga curta, que ganhei do então governador de Santa Catarina Esperidião Amin, mas na hora conseguiu emprestada uma roupa com manga de um norte-americano que vendia as roupas no local do evento”, recorda. Ele alcançou uma boa colocação em sua categoria, na sua primeira participação do Ironman Havaí, na cidade de Kailua-Kona. Participaram daquela competição 1.500 atletas, sendo que 1.200 terminaram a prova, todos atletas profissionais. Na categoria em que Seu Dico competiu haviam 15 participantes. Na prova era preciso nadar 3.9 mil metros em mar aberto, percorrer 180 quilômetros de bicicleta e 42,2 quilômetros de corrida, enfrentando naquele ano um vento de até 90 Km/h. Em 2007 Seu Dico voltou a participar do Ironman, mas desta vez não conseguiu completar a prova, devido ao forte calor.
Mas a rotina de ver ele treinar nas ruas de Porto União e União da Vitória chegou ao fim. Segundo seu Dico, por insistência de familiares, ele se mudou para a cidade de Curitiba, no domingo, 01, onde já havia comprado um apartamento para morar com sua esposa e filho. “Já vi algumas ruas onde eu possa treinar lá em Curitiba”, falou. Mesmo morando na capital paranaense, Seu Dico garante que não deixará de representar e de levar o nome das duas cidades onde for. “Vou continuar a representar Porto União da Vitória, pois amo estas cidades”, afirma o atleta.
Outro hobby Seu Dico diz que não vai largar, é a confecção de rede de proteção para apartamentos, “em Curitiba não vou mais poder instalar, mas vou continuar fazendo as redes, eu sento na bicicleta ergométrica e vou fazendo a rede, este é meu hobby”, explica o atleta.
Postado por Equipe WooM às 11:51 0 comentários
Marcadores: Corrida, Esporte, Louco não sou Triatleta, Triathlon
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Tecidos Tecnológicos

Nas últimas duas décadas muito mudou em relação às roupas esportivas, os tecidos, os cortes e o material. A mudança continua, pois a procura por aumento de performance, a quebra de recordes e economia de energia e movimento estimulam a criação de novas roupas esportivas. Até porque o homem está chegando ao seu limite físico, agora os outros componentes entram em ação. Para poder falar mais sobre este assunto e dar mais informações que pudessem esclarecer o que é o tecido de compressão, para que usá-lo e quem deve usar, consultei uma profissional da área de pesquisa e desenvolvimento têxtil, Karla Krivtzoff (Engenheira Química).
O Principio da Compressão
De acordo com estudos em laboratórios, a importância da compressão fornecida pela roupa esportiva durante o exercício, a partir do momento em que ela atua sobre um grupo muscular, comprimindo-o de maneira ideal, resulta em:
• Melhor execução do movimento uma vez que o cérebro e o corpo (músculo) tem uma melhor comunicação, evitando assim, as lesões por uso incorreto do movimento.
• Força aplicada com melhor execução, e transferência de força aumentada, através de diminuição da vibração muscular, que também causa desgaste físico e desperdício energético.
• Recuperação mais acelerada após grande esforço físico, pois há uma diminuição dos micro-traumas musculares, que são normais de ocorrer durante o exercício.
• Aumento de micro circulação, fazendo a produção de acido lático ser retardada. Pois o sangue venoso é removido mais depressa, dando lugar ao sangue rico em oxigênio. “Aumento da oxigenação muscular”.
De que forma podemos encontrar os tecidos de compressão:
-Bermudas para corredores e ciclistas
-Roupas de natação
-Meias
-Calças
-Camisetas
Moda e atividades esportivas
Como nós nos inspiramos nos atletas de altíssima performance, é devido a isso que já podemos ver durante nossos treinos pessoas usando os tecidos de compressão que assim como todos devem saber, não se trata de roupa para frio mas sim de roupas para atletas que buscam o alto rendimento e uma recuperação mais rápida após um treino de grande esforço. Nos atletas de ponta este recurso pode inclusive auxiliar a quebra de um recorde, servindo como um incremento de performance, mas no caso de atletas amadores, o maior benefício trazido é a prevenção de lesões e a rápida recuperação após o exercício de alta intensidade. Lembrem-se: Não é uma roupa para se proteger do frio!
Muitos atletas estão começando a aderir a esta nova tecnologia e a partir da melhora dos resultados, muitos buscam mais informações, o que tem aumentado o seu uso, mas o destaque ainda está no uso pelos triatletas e corredores de endurance que tem um desgaste físico muito grande e durante uma prova como o Iron Man, cada detalhe é importante para um bom resultado.
Visando atender as necessidades dos atletas, a WooM juntamente com seus designers e atletas, desenvolveram o Triathlon Suit (macaquinho) produzido com tecido que em sua composição mistura LYCRA® e poliamida Amni® Biotech® (qualidade Sta. Constancia®), proporcionando excepcional conforto e aderência ao corpo, que resultam em melhor precisão na execução de movimentos. A tecnologia empregada no produto gera efeito de compressão, que auxilia na prevenção de distensões, câimbras e diminuição de dores após os exercícios.
Concluindo
O uso da nova tecnologia é destinado aquele atleta que busca uma alta performance e através do uso desta, ter uma melhora no resultado e uma recuperação mais acelerada. Lembre sempre de perguntar ao seu médico e ao seu treinador se o uso deste produto é indicado para você.
Texto: Igor Krivtzoff Laguens/ www.igorbikefit.wordpress.com
Texto Complemento: WooM
Postado por Equipe WooM às 09:29 0 comentários
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Da Série: Louco não, sou triatleta! Treino 2
Acordo e a primeira coisa que me vem à cabeça é “chuva!” - como se isso fosse bom, quem foi que disse que com chuva não teria treino? O asfalto estava molhado e ainda tinha um chuvisco, mas aquilo não era chuva de verdade, não a que precisava pra cancelar o treino.
Ao menos já tinha deixado as coisas arrumadas na sexta-feira à noite e isso significa minutos a mais com o cérebro desligado ainda, já que não precisava me preocupar com o que carregar só em carregar simplesmente.
Enfio meu café da manhã goela abaixo, nem o gosto do pãozinho com queijo e do leitinho com chocolate eu sinto, mas já acostumei e aprendi que é melhor colocar alguma coisa para dentro mesmo sem vontade pra não faltar lá no meio do pedal – muitas vezes tive a impressão de que se descesse da bike e empurrasse iria mais rápido, mas quem já não passou por isso?
Muito bem, coloquei a ração pra Matilda, troquei a água e brinquei com ela um pouquinho enquanto ainda tomava meu leite. Meia-hora depois de levantar, agora meu cérebro começava a despertar e eu já tinha a capacidade de fazer um rápido “check list” da bagagem antes de descer.
Tudo certo, lá vou eu! Mochila nas costas, sacola com água e lanchinho numa mão, bike na outra... E mais uma sacola com sapatilha, capacete e mais outros badulaques necessários – fico pensando o que as pessoas que me vêem carregada assim às seis “da madruga” imaginam, será que só eu tenho a sensação de ser “louca de pedra”?
Coisas no carro, minhas e da Fer, prontas pra viajar – e confesso que se não fosse ter tratado com ela, jamais levantaria da cama naquele horário e também acabaria não treinando no final de semana, obrigada Fer!
E preciso dizer que o treino foi massa?! E quando eu digo “massa” digo “muito legal mesmo” - não sei se posso usar aquela “palavrinha” que define tudo aqui nesse blog, então entendam “massa”!! Boa companhia, momentos impagáveis, sessão baboseira e claro, força, muita força. Precisei do resto do sábado e do domingo todo pra recuperar, mas valeu cada minuto do treino.
Já falaram que atletas são viciados em endorfina e eu arrisco dizer que não é só isso que nos movimenta, não é só isso nos faz pular da cama cedo, escuro ainda, pegar nosso equipamento e sair. Muito mais que hormônio, acredito, o que nos impulsiona é a energia impressionante que temos quando estamos com os outros da “tribo”. Tenho certeza que não sou a única que sente essa vontade de estar sempre perto dos amigos, fazendo força, suando, sofrendo pra depois sentir a recompensa, os risos, as brincadeiras e a coca-cola gelada esperando no final!!
É por isso que eu digo, quando o “bichinho te pega...”
E que venham os treinos!!
Obrigado Luciana por esse excelente depoimento! Até o próximo desafio, no "Louco não, sou triatleta!" Treino 3
Até Logo!
Postado por WooM às 17:03 0 comentários
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Louco não, sou TRIATLETA!
Estamos estreiando aqui no WooM Blog uma série de depoimentos sobre treinos de triathlon, o "Louco não, sou Triatleta!". Confira nossa primeira reportagem:
Sexta feira, 25 de Novembro: Convites e ligações de amigos e da namorada começam a aparecer para um happy-hour qualquer e uma possível esticada, para os mais atirados. Subitamente antes de respondê-los, penso no que tenho pra fazer (...)
Sábado, 26 de Novembro: Exatamente 05h30min da manhã meu relógio desperta, levanto rapidamente confiro se carreguei tudo no carro, bike, capacete, luvas, tênis, sapatilha, barras de cereal, malto... Pego qualquer coisa pra comer, volto pro quarto escovo os dentes!! Meu primeiro destino, posto de gasolina na saída da BR277/ PR destino litoral.
(...) Ai eu te pergunto: Eu preciso falar a resposta do primeiro parágrafo? Preciso explicar o porquê da resposta? rsDudu Gumiero
Foto:José Esteves
Postado por WooM às 17:05 1 comentários
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